Performance: Mel-o-drama à trois

Essa performance se comunica com o trabalho performático da artista Thaíse Nardim, agindo de forma antagônica às discussões da artista em questão. Enquanto sua criação discute uma relação individual com o ser romântico, dramático e clichê, o mel-o-drama à trois vai rumo à banalização sexual, deixando pouco espaço para o romantismo e expressão de sentimentos platônicos. Esse trabalho tem por intuito discutir a máquina em seu aspecto anti-romântico e não conservador.

Por outro lado, em um aspecto mais primitivo, esse ser, essa máquina, tem uma essência humana que é vista em todos os seus momentos. Seja como máquina de clichês românticos, seja como antagonista de si mesmo, seja como uma revolta sexual, em todos os aspectos se encontra a mesma criatura: um ser… humano.

Fotos: arquivo pessoal

Programa: o performer Filipe Porto permaneceu amarrado, enquanto os performers Eliene Lago e Roni Bianchi colocavam pedaços de faixa de gaze embebidas em groselha por todo o corpo do performer amarrado de forma a cobrir o corpo lentamente. Na frente de Filipe estavam velas acessas, dispostas de forma aleatória, que tentava apagá-las.

Performers: Filipe Porto, Eliene Lago e Roni Bianchi

Local: Bloco D da UFT/Palmas (II Semana Acadêmica de Artes)

Data: 30/01/2012