Obra: O Preço da Obra

Trabalho exposto na mostra de arte contemporânea prêmio EDP, realizado pelo Instituto Tomie Ohtake em parceria com a Fundação Cultural de Palmas, com início em 02 de julho de 2011. A obra consiste basicamente em assinaturas de “não artistas” com grafite em papel vegetal, sob papel sulfite decorado com aparência de madeira.

Obra exposta na Fundação Cultural de Palmas/TO

Abaixo, uma breve análise do trabalho pela artista visual paulista Sandra Cinto:

Filipe Porto,talvez seja o artista mais conceitual da exposição, o artista investiga noções de valor e identidade ao apresentar uma série de desenhos/retratos,onde não há indícios da figura humana,mas sim sua assinatura, sua marca. Ele fez questão de mesclar assinaturas de pessoas de outras áreas e artistas e apresentá-las com o mesmo tratamento.”

 

 

Detalhes da obra

Fotos: arquivo pessoal

Performance Art: N[S]exo

Registro fotográfico da performance apresentada durante o evento “Som no Campus” da UFT, no dia 27 de maio de 2011.

     O performer iniciou fazendo desenhos simples com canetas hidrocor [canetinha] em papel sulfite. Fazendo furos nas extremidades, ele uniu as folhas de papel, amarrando com fita de cetim preta, em círculo, até atingir um tamanho pré-determinado. Posteriormente, é feita uma “camisa” de papéis, vestida pelo performer. Ele “veste” o circulo de papel, de forma a parecer um vestido e segura um cartaz em que se  lê “Lindo (a) como um neném. Que sexo tem? Que sexo tem?” [extraída de um funk] por 15 minutos, para observação do público.

Fotos: arquivo pessoal

     Através desse trabalho, o artista vêm propor a discussão da dualidade masculino/feminino, de forma refletir sobre o pensamento do ser humano segundo o seu ser sexual, fato bem presente na cultura vigente, o que só é ressaltado pelo funk, utilizado na performance. É necessário “sexualizar”? É possível observar o homem fora do contexto sexual? O gênero pode não ser válido?